Mais Visões

Revista Serrote #31

Por: R$48,50
R$41,23
ok + -
Eu Quero
Simulador de frete
descrição do produto

Um dos destaques é o texto “O tirano segundo Shakespeare”, em que o historiador americano Stephen Greenblatt (1943) discorre sobre a representação dos líderes autoritários na obra do dramaturgo inglês.

A revista traz também O toldo vermelho de Bolonha, do escritor e crítico inglês John Berger (1926-2017), lançado em 2007 como livro independente e publicado na serrote na íntegra. O texto é narrado por um homem que vaga pela cidade italiana reparando na rotina e nos traços culturais, artísticos e arquitetônicos da cidade, enquanto relembra a relação com seu tio, personagem singular por quem tinha grande fascínio. O ensaio é acompanhado por ilustrações de Paul Davis.

Este número inclui outro livro inédito no país: O homem – com variações, do consagrado jornalista americano Joseph Mitchell (1908-1996). Lançada nos EUA em 2017, a obra reúne uma série de pequenas entrevistas que Mitchell realizou, em 1937, com o famoso antropólogo Franz Boas e seus discípulos na Universidade Columbia. Escritos com ironia, os perfis retratam os confrontos entre os pesquisadores e as teorias raciais em voga na época, como explicita uma das manchetes: “Os antropólogos riem quando Hitler fala de sua ‘Alemanha pura’”.

Uma das principais vozes da filosofia contemporânea, o camaronês Achille Mbembe (1957) participa desta edição com a conferência A ideia de um mundo sem fronteiras. Mbembe reflete sobre a utopia de uma livre circulação de corpos e ideias, retomando práticas da África pré-colonial. Assim como Greenblatt, a historiadora Heloisa Murgel Starling (1956) recorre aos clássicos para analisar o atual cenário político. No ensaio Se o impensável acontecer, mantenha a calma, a pesquisadora reflete sobre as constantes ameaças que ainda rondam a democracia, abordando o papel do ativismo hoje e a retomada de autores como George Orwell e, especialmente, Hannah Arendt. As contradições do país também são analisadas pelo crítico Fred Coelho (1974) no ensaio O Brasil como frustração, que relembra como o projeto da construção de um novo país marcou o pensamento de artistas e acadêmicos, como Glauber Rocha, Mario Pedrosa e Gilberto Freyre.

No ensaio Três confrontos, o editor da serrote, Paulo Roberto Pires (1967), analisa contos de três escritores: Franz Kafka, Guimarães Rosa e Rodolfo Walsh. Em suas obras, os autores recriam, a partir de situações minimalistas, o enfrentamento entre indivíduo e poder.

O ensaísta americano Phillip Lopate (1943), por sua vez, reflete sobre a vida e a obra de autores solteiros, como Charles Lamb e Walter Benjamin, que escrevem de um ponto de vista singular, deslocados da família e da sociedade. “O narrador solteirão em primeira pessoa ama a ironia, parece incapaz de viver sem ela, pois acredita que ela corrige seus enganos e preconceitos, como óculos para astigmatismo”, afirma.

Em Sobre o constrangimento, a americana Christy Wampole (1977) produz uma reflexão, carregada de humor, sobre as dificuldades de uma classe média que, em tempos de hiperconexão, não consegue lidar com o imprevisto, a falta de jeito e as diferenças.


A serrote #31 traz também um ensaio visual da artista Rosana Paulino (1967), História natural de um suposto paraíso tropical, que reflete sobre a imagem do território e do povo brasileiro construída pelos europeus desde o período colonial.

Esta edição apresenta ainda trabalhos de Caco Neves (que assina a capa da revista), Vasily A. Vlasov, Marcelo Amorim, Serge Alain Nitegeka, Alberto Martins, Bruno Moreschi e Daniel Bueno.

detalhes do produto

224 páginas

Formato: 24 x 18 cm

Brochura

ISBN: 9771984527031

Março/2019

Avaliações de Clientes
Fechar
Resumo
Avaliações

Este produto ainda não foi avaliado.

Seja o primeiro!

Faça sua avaliação
Você está avaliando: Revista Serrote #31